Desacelera!!

A segunda frase que estampa a página inicial do nosso site é:

“Nunca produzimos tanta riqueza, ao passo que nunca o resultado do nosso trabalho se esvai tão rapidamente pelas nossas mãos.”

É uma constatação e também uma proposta de reflexão. Onde estamos errando? Como podemos mudar?

Procurando respostas e conhecendo novos modelos de organização e relacionamentos, encontramos um post em uma página do Facebook com o convite para um evento: DIA SEM PRESSA, promovido pelo Desacelera SP.

O nome chama a atenção e dois cliques depois estamos no site do projeto, com a seguinte chamada:

“convivência simples na cidade”.

Outro clique e lemos:

“vida simples, bem-estar e convivência na cidade”.

Opa!! Aí tem alguma coisa que vale a pena conhecer, aprofundar.

Rapidamente (que ironia, hein?) leio todo o site. Tomo coragem e mando um inbox para a página do projeto. Alguns dias depois estamos conversando, Eduardo e eu, por quase uma hora sobre planos, visões de mundo, o que dá para fazer, o que ainda não dá, como mudar individual e coletivamente comportamentos tão profundos que reconhecemos como “naturais”. No diálogo, a certeza de que as ideias se complementam. O gosto de estar no caminho certo reacende ainda mais!

O projeto é encantador e tem diversas frentes de atuação. Uma delas será o evento mencionado acima. Nesse sábado, dia 22/09/2018, na Unibes Cultural, bem ao lado da estação Sumaré do Metro de São Paulo. Diversas atividades para o corpo, a mente, os adultos, as crianças, todo mundo! A Oliva estará presente como público e entusiasta do projeto!

Planejamento Financeiro não é moda!
Planejamento Financeiro

Existem diversas definições e sinônimos para planejamento. Estudando para escrever esse artigo me deparei com uma que para mim é a mais significativa: “preparação”.

Ao fazer um planejamento, em qualquer área que seja, nos preparamos para possíveis cenários que teremos que enfrentar, e mais importante até, para os resultados que serão colhidos.

Um dos passos mais marcantes na história da humanidade foi o surgimento da agricultura. Ali, o homem passava a dominar a natureza, podendo planejar-se para o futuro. Daí para deixar de ser nômade e estabelecer-se em um determinado local, foi um pulo. Ao fixar-se, não demorou muito para surgir a noção de propriedade e os primeiros cercamentos de terra aparecerem.

A história continua, inclusive, com o desenvolvimento do comércio e os meios de troca, tanto em mercadorias (também chamado escambo) quanto em moedas. Começava ali também o planejamento financeiro, ainda que de modo bem rudimentar.

O planejamento financeiro é um ponto importante na questão da alfabetização financeira, pois se enquadra diretamente no quesito de utilizar as ferramentas, aprendidas em determinado momento da vida, para alcançar nossos desejos, nossos sonhos, sejam eles quais forem. Dependendo da situação patrimonial, nem sempre inicia-se pensando em investimentos. As vezes o começo pode ser com o projeto para a quitação de dívidas já existentes.

Se tiver como finalidade um gasto ou a aquisição de um bem ou serviço, pode começar com muito pouco, até com R$1,00. Para comprar um celular. Para a viagem do fim de semana. Para iniciar um negócio próprio. O importante é começar o quanto antes.

Existem também os planejamentos financeiros que não envolvem dinheiro diretamente, mas que também são decisões econômicas e que resultarão em gastos e investimentos: casar, ter um filho, trocar de emprego, programar a aposentadoria, mudar de cidade.

Um erro comum que podemos cometer quando começamos a pensar no futuro é achar que teremos que seguir com o planejamento até o final, que será imutável, insensível as mudanças que evidentemente não controlamos e que aparecerão no caminho.  Isso pode desestimular inclusive a começarmos a pensar no assunto.

Mas é exatamente o contrário disso. Um bom planejamento não pode ser engessado ou rígido demais. Por lidar com o futuro (e por isso mesmo com o imprevisível), boa parte do sucesso no planejamento será a sua capacidade de adaptar-se a novas necessidades.

Por falar em imprevistos, existe uma outra boa definição para o tema: “Planejar é reduzir riscos”. Por exemplo, ao programar a compra de um carro, você também inclui a contratação de um seguro. O gasto mensal a mais que tal ação gera, tem como finalidade limitar a perda financeira que estamos expostos no dia a dia, seja pela violência (roubo e furto), seja por acidentes, tanto físicos quanto materiais.

Outro exemplo bem prático sobre planejamento, que todo educador ou consultor financeiro fala: a formação de uma reserva de emergência. A princípio, é um dinheiro que a gente separa e investe sem um alvo específico. Pode ser que precise utilizá-lo em decorrência de um desemprego. Mas como você planejou e executou antes a formação de tal fundo, a falta temporária de uma remuneração ou salário pode não atrapalhar o planejamento para a aposentadoria, para aquele intercâmbio tão sonhado ou para a festa de formatura dos filhos.

Retornando ao título do nosso post de hoje: Planejamento financeiro não é moda! Existe a milhares de anos e vem se aperfeiçoando com o tempo. Talvez tenha ficado realmente um pouco esquecido em nossas vidas, principalmente para quem viveu a loucura dos anos 80 e início da década de 90, onde a hiperinflação obrigava as pessoas a pensarem tão somente no hoje, no agora. Não havia longo prazo em um país que os produtos chegavam a subir de preço duas vezes no mesmo dia.

Esse tempo passou. O Plano Real proporcionou uma relativa estabilidade financeira, mas a atual crise econômica veio para relembrar que não podemos nos dar ao luxo de viver inconsequentemente, sem refletir sobre nossas escolhas.

Essa semana publicamos no Instagram e no Facebook a imagem abaixo:

 

Planejamento Financeiro

E acreditamos nisso: Tem coisa que só sai da gente por escrito!

E pode ser muita coisa boa! Planejamento financeiro não precisa ser algo complicado ou chato de fazer. Não existe um único método que agrade a todos. Assim como o controle do orçamento, pode ser feito em cadernos (como nos velhos e nos atuais tempos), em planilhas, em aplicativos, enfim, onde melhor adaptar-nos e o que melhor atender nossas necessidades. O importante é que a gente coloque para fora e veja todo o potencial que há em nós. Potencial de escolhas e de liberdade.

Quais os planos que você tem feito? Como tem conseguido colocá-los em prática? Até que ponto se sente confortável para lidar com essas questões? Nós da Oliva Alfabetização Financeira podemos te ajudar no que for necessário para você extrair o potencial que existe dentro de si. Conte suas experiências nos comentários abaixo ou fale conosco!

Até a próxima!

Por que Alfabetização Financeira?
Alfabetização Financeira.jpg
 

Quando falamos em alfabetização é comum lembrarmos logo de um período relativo à infância. As primeiras letras, as primeiras sílabas, aprender a escrever o próprio nome. Tudo aquilo que um dia exigiu um grande esforço e atenção de nossa parte, em determinado momento tornou-se parte de nós e passou a ser feito de forma quase automática!

O tempo passou, crescemos e cada um aprendeu, pelos mais diversos modos, a manusear o dinheiro. O valor de cada cédula e as contas para saber quanto daquele papel colorido ou daquelas moedas pequenas precisaríamos para comprar algo de nosso interesse ou necessidade. E essa função de troca se tornou rotina.

Mas se lidar com dinheiro é algo tão natural no dia a dia quanto ler, por que falar em alfabetização financeira? Ainda mais quando estamos tratando de adultos?

Podemos começar a responder isso com outra comparação: será que saber ler é suficiente para entender um texto? Não é entender uma obra altamente complexa, mas sim o que um texto simples, de dois ou três parágrafos está transmitindo.

Talvez você já tenha ouvido falar sobre analfabetismo funcional. Aborda exatamente esse problema, sobre quem até consegue ler, mas não compreende o contexto ou a mensagem transmitida, não é capaz de aprofundar-se no assunto.

Com as finanças, acontece algo parecido. Na verdade, as semelhanças são assustadoras até. Quantas pessoas você já ouviu dizer que odeia matemática? E quantas que nunca leram um livro?

Então. As duas situações caminham lado a lado, de maneira muito parecida.

Quando falamos de educação financeira, estamos abordando algo que não é concreto, pelo contrário, é muito mais uma ideia. Nós não podemos tocá-la, nem sentir, mas podemos imaginar sua forma, sua função e seu objetivo. Com a alfabetização financeira acontece a mesma coisa.

Nós aqui na Oliva compartilhamos com a definição de alfabetização financeira como sendo a soma de três importantes fatores:

a)       O conhecimento financeiro

b)      O comportamento financeiro

c)       A atitude financeira

O conhecimento é tudo aquilo que já aprendemos ou, ainda, que temos a possibilidade de aprender, seja nos livros, vídeos, palestras, de forma presencial ou on-line. É o mais fácil de conseguir. Existe muito material de qualidade disponível, inclusive gratuitamente, na internet. Também são inúmeros os programas governamentais, empresariais, de ONGs, escolas e da sociedade civil em geral criados para divulgar e estimular a busca por conhecimento financeiro.

Já a atitude e o comportamento financeiros podem ser confundidos em um primeiro momento, pois estão intimamente ligados ao que cada um de nós é. Por incrível que pareça são influenciados, mas não dependem do conhecimento para existirem ou atuarem.

De forma simples, a atitude financeira é aquilo que acreditamos ser o ideal referente às questões que lidam com o dinheiro, orçamento, planos e compromissos. Nossa atitude pode ser de nunca contrair uma dívida. E isso independente da taxa de juros cobrada ou da oportunidade que tal financiamento nos permitiria.

Já quando falamos de comportamento financeiro, passamos a falar do “mundo real”, aquilo que realmente colocamos em prática. Aproveitando para comparar com a atitude financeira, nós podemos julgar muito importante manter um planejamento financeiro para as próximas férias. Isso não implica que realmente vamos colocá-lo em prática.

Outro exemplo para facilitar: podemos ter o conhecimento que, ao usar o limite do cheque especial a taxa de juros a pagar é muito alta, mas mesmo assim não resistir a uma “promoção imperdível”, efetuar a compra, nos endividar, e, consequentemente, perder boa parte do “benefício” que havia em tal promoção.

Nessas horas, muito mais do que simplesmente conhecimento técnico ou habilidades matemáticas, precisamos de um equilíbrio entre essas três áreas. Conhecer a si mesmo pode valer mais do que dominar todas as opções de investimentos que o mercado financeiro oferece.

Para atingir esse equilíbrio, vale buscar ajuda de outras áreas também. O maior exemplo disso é a Psicologia Econômica, cujo nome já contém a resposta das áreas envolvidas. Tem também a Neuroeconomia. E a própria Economia Comportamental. Nomes que podem parecer complexos, mas que tem como objetivo justamente estudar, entender, ampliar a compreensão daquilo que afeta nossas decisões e propor ferramentas que facilitem a nossa relação com as finanças.

O tema é extenso, mesmo entre as descobertas que já aconteceram tem muita coisa para ser aperfeiçoada, e por enquanto esse texto fica por aqui, com a promessa que voltaremos a falar com mais profundidade sobre esses assuntos.

E você? Lembra-se como foi seu aprendizado sobre educação financeira? Como foram suas primeiras experiências, quem te ensinou a lidar com dinheiro? E onde você busca informações, hoje em dia, para ampliar seu conhecimento? Conte para nós nos comentários!

 
Cada decisão conta!
 

Os sites de finanças pessoais têm muitos artigos falando sobre a importância de economizar nas pequenas coisas. Não discordo disso. O que não acho correto é construir um planejamento financeiro baseado em nunca mais comer uma pizza no fim de semana com os amigos ou a família, ou então parar de tomar o cafezinho diário, e acreditar que, automaticamente, esse dinheiro será investido. E pior ainda, para ser gasto quando completarmos 60, 65, 70 anos...

 
Escolhas financeiras
 

O que está em jogo nessa situação é um hábito. Muitas pessoas (e não vou aqui julgar se é certo ou errado, pois se trata de um processo de escolhas, ainda que seja muitas vezes sem o conhecimento adequado) aceitam comprar um carro financiado em 72 vezes. No final do período, terão um bem que sofreu forte desvalorização, gerou gastos (manutenção, impostos), e também uma parcela significativa de juros.

Para boa parte dessas pessoas, jamais adiantará argumentar usando o exemplo do cafezinho diário: “ -Se você economizar esses R$4,00 todo dia, ao final de um ano terá R$1.460,00. Aplicados a uma taxa de juros livre de 6%, em 20 anos terá R$ 53.700,00 e então poderá comprar seu carro à vista! ”.

Isso não funciona porque, além de conceitos que nem todo mundo domina, como juros compostos por exemplo, a ideia de que existe uma fórmula pronta, que se aplica a todos os casos, pode na verdade diminuir o interesse da pessoa pela educação financeira. Ela pode não se reconhecer nesse cenário e se afastar totalmente da busca por uma solução, justamente por imaginar que não há uma saída para sua condição atual.

Ao transformar toda decisão em uma conta na planilha, fica de fora a parcela mais importante da equação: o que motivou a pessoa a escolher essa opção? Em qual fórmula está previsto o peso das emoções? E das necessidades? E das crenças?

Infelizmente não existe modelo que seja capaz de abranger essas questões. Podemos tentar ser o mais “racional” possível. Ao pesquisar o preço de um carro popular zero quilômetro, ir para o Excel e descobrir que dar 25 mil de entrada e financiar o saldo devedor (14 mil) em 60 vezes de 399 não é um bom negócio, pois se o mesmo valor inicial for aplicado e depois depositando as prestações, teremos o necessário para comprar à vista em 31 meses. Feliz da vida desligamos o computador. Na primeira manhã chuvosa esperando o ônibus passar (e ele com certeza vai atrasar), esquecemos as contas no Excel, reserva de emergência, esquecemos até da aposentadoria! O que importa é que 399 por mês dá para pagar!

E assim, de escolha em escolha, construímos nossa história financeira. A compra do carro foi feita, e junto com ela veio o fim da aplicação e os juros que ela rendia. Veio o gasto com seguro (-ah, só mais 200,00 por mês), o gasto com IPVA (maldito governo!), com as revisões devidamente amarradas pela concessionária (caso contrário, esqueça a garantia!).

- Mas eu preciso / quero / mereço um carro!!!!

Sem problema! Apenas precisamos ter em mente que precisar não se relaciona com querer nem com merecer. Será que um carro usado não atende a necessidade de locomoção?

- Mas carro usado dá gasto com manutenção!

Carro novo também dá... Acabei de falar sobre a revisão obrigatória nas concessionárias para manter a garantia de fábrica.

- Ah, mas tem o cheirinho de novo do carro zero!

Percebeu? No fundo, no fundo, o que a gente busca é uma frase pronta, uma explicação para nossas ações, para nossos impulsos. Será que esse cheirinho de carro novo dura até o final do carnê? Spoiler: Não!

 Muitas vezes consumimos para compensar frustrações, medos, ansiedades ou culpas. E nesse oceano de emoções, o lado racional fica devidamente submerso. Nossas escolhas sempre causam impacto. Invariavelmente seremos confrontados, lá na frente, com a consequência de decisões muitas vezes equivocadas.

Lidar com isso dá trabalho, não é fácil. Se não bastasse nossa própria fragilidade, somos ainda bombardeados por mensagens de estímulo a um padrão de vida muitas vezes fora de nosso alcance, de nossa realidade.

Não raro, aquele produto que custa muito mais do que efetivamente vale ou que vamos usufruir, vem acompanhado de uma generosa linha de crédito, com parcelas sob medida para qualquer orçamento! É a isca para nos manter nessa ciranda. Pois em 12, 24, 36, 60 meses, quantas novas necessidades surgirão? E aquela decisão precipitada que tomamos continua lá, em forma de suaves prestações, que impactam todo o orçamento.

Cuidar do nosso comportamento financeiro é um desafio, pois é quando transpomos para a vida real tanto o conhecimento (ou a falta dele) quanto as atitudes que temos diante das finanças. É nesse momento que o autoconhecimento pode fazer a diferença para melhor.

E o que mais funciona para você evitar decisões que tragam arrependimento? Como é lidar com todas as “tentações” de consumo que aparecem constantemente? Tem alguma dica para compartilhar com a gente nos comentários?

 
Sobre investimentos e rentabilidades
investimentos financeiros
 

A aplicação financeira mais popular do país é a caderneta de poupança. Diversos motivos contribuíram para isso, entre os principais o fato de não ser necessário comprovante de renda para sua abertura e por não existir tarifa de manutenção da conta. A aplicação ser isenta de imposto de renda também contribui para isso.

Mas essas facilidades tem um preço. A primeira e mais evidente delas quando comparamos com outras opções é a baixa rentabilidade. E isso por um motivo muito peculiar: a aplicação em caderneta de poupança não é um investimento propriamente dito. Explicando melhor, você deposita um valor no banco (ou em uma cooperativa se for o caso) e esse dinheiro será corrigido de acordo com uma lei específica: Atualmente são 0,5% ao mês mais T.R. Isso independente de qual banco você tiver conta.

Essas aplicações serão usadas em grande parte para financiar o Sistema Financeiro de Habitação, mas o investidor não direciona esses recursos diretamente em nenhum projeto ou título.

Se durante décadas a poupança foi a única possibilidade de uma mínima proteção contra a inflação, esse cenário ficou no passado. Tanto pela estabilidade econômica alcançada pelo Plano Real (para você que é mais novo, acredite, temos uma economia minimamente estável, se compararmos com o que aconteceu nos anos 80 e início dos anos 90) quanto pelos diversos produtos financeiros que surgiram desde então.

Fundos de renda fixa, fundos DI, fundos multimercado e de ações, CDBs, LCI, LCA passaram a fazer parte da realidade do investidor brasileiro. O fim da hiperinflação abriu a possibilidade das pessoas se planejarem para o longo prazo. Em 2002 veio aquela que seria, em minha opinião, a maior revolução no mercado de investimentos para o cidadão comum: a criação do Tesouro Direto.

Falei que a baixa rentabilidade é o problema mais evidente da caderneta de poupança. Mas há outra questão que também deve ser abordada: o comodismo que tal aplicação cria. Veja só, caderneta de poupança existe oficialmente desde 1861 no país, quando foi regulamentada por Dom Pedro II ao criar a Caixa Econômica Federal.  Os dados mais recentes (de março de 2017) mostram que existem 77,9 milhões de contas poupança ativas no país, sendo que 54,6 milhões possuem mais de R$100,00 depositados. Já os fundos de investimentos possuem pouco mais de 4,8 milhões de investidores e o Tesouro Direto, mesmo pagando o segundo maior juro real do planeta, possui apenas 492 mil aplicadores ativos, apesar de mais de um milhão e 400 mil cadastrados no programa em maio de 2017.

Essa situação implica na seguinte consequência: a chance de conhecer alguém que guarda dinheiro na poupança é muito superior à de encontrar quem possui outros tipos de investimento. Por sua vez, isso nos afeta através do chamado efeito disponibilidade. Por não dominar o tema, concluímos que o melhor investimento é a poupança, pois todo mundo tem também. Também somos levados a crer que ela é a opção mais segura.

Pronto, isso basta para manter a maioria das pessoas satisfeitas e confortáveis, o que acaba gerando um enorme comodismo também.

Contei essa história toda para falar sobre uma das perguntas mais feitas por quem decide sair da poupança:

- Quanto eu ganho a mais se trocar de aplicação?

A resposta é bem simples e direta: Nada!

- Nada? Como assim nada?

Isso mesmo, você não ganha nada a mais. Por que um banco ou o governo te dariam alguma coisa de graça? Não parece haver nenhum motivo para isso certo?

O que acontece na realidade é que você obtém uma maior rentabilidade quando você assume a possibilidade de correr mais risco. Toda e qualquer ação humana envolve risco. Até ficar parado! Risco é diferente de perigo. Uma aplicação possuir mais risco que outra não significa que seja pior. Significa que, talvez, não seja a mais adequada para o seu perfil, para o momento que você está vivendo ou para a finalidade que está sendo realizada. No entanto, um risco maior traz consigo o benefício de um retorno potencialmente maior. E esse potencial de retorno maior tem que ser usado a nosso favor quando estamos construindo nossa reserva financeira. Seja essa reserva para emergência, para uma viagem, para a compra de um bem ou para a aposentadoria.

Esse post é só o inicio de uma série de conteúdos que serão apresentados aqui no blog da Oliva, mas já serve para pensarmos a respeito de algumas questões. Uma delas é: quais são meus objetivos de curto, médio e longo prazo? Se você tiver essa resposta definida ficará muito mais fácil escolher alternativas melhores para seus investimentos.

Se empoderar de suas finanças, de seus investimentos, é um passo fundamental no processo de amadurecimento, de crescimento pessoal. Nós somos responsáveis pelo nosso futuro. O gerente do banco e o corretor de investimentos têm suas prioridades e seus conflitos de interesse para resolverem. Não terceirize essa importante face de sua vida. Assuma o controle!