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Planejamento Financeiro não é moda!
Planejamento Financeiro

Existem diversas definições e sinônimos para planejamento. Estudando para escrever esse artigo me deparei com uma que para mim é a mais significativa: “preparação”.

Ao fazer um planejamento, em qualquer área que seja, nos preparamos para possíveis cenários que teremos que enfrentar, e mais importante até, para os resultados que serão colhidos.

Um dos passos mais marcantes na história da humanidade foi o surgimento da agricultura. Ali, o homem passava a dominar a natureza, podendo planejar-se para o futuro. Daí para deixar de ser nômade e estabelecer-se em um determinado local, foi um pulo. Ao fixar-se, não demorou muito para surgir a noção de propriedade e os primeiros cercamentos de terra aparecerem.

A história continua, inclusive, com o desenvolvimento do comércio e os meios de troca, tanto em mercadorias (também chamado escambo) quanto em moedas. Começava ali também o planejamento financeiro, ainda que de modo bem rudimentar.

O planejamento financeiro é um ponto importante na questão da alfabetização financeira, pois se enquadra diretamente no quesito de utilizar as ferramentas, aprendidas em determinado momento da vida, para alcançar nossos desejos, nossos sonhos, sejam eles quais forem. Dependendo da situação patrimonial, nem sempre inicia-se pensando em investimentos. As vezes o começo pode ser com o projeto para a quitação de dívidas já existentes.

Se tiver como finalidade um gasto ou a aquisição de um bem ou serviço, pode começar com muito pouco, até com R$1,00. Para comprar um celular. Para a viagem do fim de semana. Para iniciar um negócio próprio. O importante é começar o quanto antes.

Existem também os planejamentos financeiros que não envolvem dinheiro diretamente, mas que também são decisões econômicas e que resultarão em gastos e investimentos: casar, ter um filho, trocar de emprego, programar a aposentadoria, mudar de cidade.

Um erro comum que podemos cometer quando começamos a pensar no futuro é achar que teremos que seguir com o planejamento até o final, que será imutável, insensível as mudanças que evidentemente não controlamos e que aparecerão no caminho.  Isso pode desestimular inclusive a começarmos a pensar no assunto.

Mas é exatamente o contrário disso. Um bom planejamento não pode ser engessado ou rígido demais. Por lidar com o futuro (e por isso mesmo com o imprevisível), boa parte do sucesso no planejamento será a sua capacidade de adaptar-se a novas necessidades.

Por falar em imprevistos, existe uma outra boa definição para o tema: “Planejar é reduzir riscos”. Por exemplo, ao programar a compra de um carro, você também inclui a contratação de um seguro. O gasto mensal a mais que tal ação gera, tem como finalidade limitar a perda financeira que estamos expostos no dia a dia, seja pela violência (roubo e furto), seja por acidentes, tanto físicos quanto materiais.

Outro exemplo bem prático sobre planejamento, que todo educador ou consultor financeiro fala: a formação de uma reserva de emergência. A princípio, é um dinheiro que a gente separa e investe sem um alvo específico. Pode ser que precise utilizá-lo em decorrência de um desemprego. Mas como você planejou e executou antes a formação de tal fundo, a falta temporária de uma remuneração ou salário pode não atrapalhar o planejamento para a aposentadoria, para aquele intercâmbio tão sonhado ou para a festa de formatura dos filhos.

Retornando ao título do nosso post de hoje: Planejamento financeiro não é moda! Existe a milhares de anos e vem se aperfeiçoando com o tempo. Talvez tenha ficado realmente um pouco esquecido em nossas vidas, principalmente para quem viveu a loucura dos anos 80 e início da década de 90, onde a hiperinflação obrigava as pessoas a pensarem tão somente no hoje, no agora. Não havia longo prazo em um país que os produtos chegavam a subir de preço duas vezes no mesmo dia.

Esse tempo passou. O Plano Real proporcionou uma relativa estabilidade financeira, mas a atual crise econômica veio para relembrar que não podemos nos dar ao luxo de viver inconsequentemente, sem refletir sobre nossas escolhas.

Essa semana publicamos no Instagram e no Facebook a imagem abaixo:

 

Planejamento Financeiro

E acreditamos nisso: Tem coisa que só sai da gente por escrito!

E pode ser muita coisa boa! Planejamento financeiro não precisa ser algo complicado ou chato de fazer. Não existe um único método que agrade a todos. Assim como o controle do orçamento, pode ser feito em cadernos (como nos velhos e nos atuais tempos), em planilhas, em aplicativos, enfim, onde melhor adaptar-nos e o que melhor atender nossas necessidades. O importante é que a gente coloque para fora e veja todo o potencial que há em nós. Potencial de escolhas e de liberdade.

Quais os planos que você tem feito? Como tem conseguido colocá-los em prática? Até que ponto se sente confortável para lidar com essas questões? Nós da Oliva Alfabetização Financeira podemos te ajudar no que for necessário para você extrair o potencial que existe dentro de si. Conte suas experiências nos comentários abaixo ou fale conosco!

Até a próxima!